sábado, 25 de maio de 2013

Cecilia Meireles

"Pergunto-te onde se acha a minha vida. Em que dia fui eu.
Que hora existiu forma de uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada. E a quem é que pergunto?
Em quem penso, iludida por esperanças hereditárias?
E de cada pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida."


Autora: Cecilia Meireles
  Blog Poema & Versos
Fonte:
Rabiscando Amor

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