quinta-feira, 23 de maio de 2013

Camila Paula - Juazeiro humano do sertão

O poeta Antônio diz
Que é de ficar admirado,
Passar pelo sertão tão seco
E ver o juazeiro copado.
Símbolo da resistência
Do nosso semiárido.

Eu digo que mais resistente ainda
É o camponês dedicado
Faça chuva ou só faça sol
Não descuida do seu roçado.
Ama sua terra, sua lida,
A vida simples que é acostumado.

Ainda assim, há quem diga
Que o homem do campo 
É um pobre coitado.
Sem saber da alegria
Que é fazer brotar a vida
Como fruto de seu trabalho. 

Seu Carlinhos fala valente:
“Aquele pé de goiaba,
o de siriguela, acerola e limão,
Nós regou com suor, nós plantou com nossa mão.
Agora não dão valor ao que eu faço
E querem tirar o meu chão!”

Dona Ica fala mesmo:
“Da minha casa eu não saio, não!
Daqui eu só saio arrastada!
Se a sorte está lançada,
Seja qual for o meu quinhão,
Ao projeto do DNOCS, eu digo não!”

Resiste o homem do campo
Mantém firme a sua fé
Porque “Antes de tudo, um forte”
Sabe o valor que é
Ser contra a exploração e a morte
E pela vida se manter de pé!

Sendo os agricultores 
O juazeiro humano do sertão
Façamos também nós, a defesa
Perante a tentativa de extinção
No território camponês, 
Agronegócio não põe a mão!



Autor: Camila Paula
Titulo: Juazeiro humano do sertão
Blog Poema & Versos

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